5. A simplicidade que traz a felicidade no desafio

 A vida simples enfrenta os desafios.

É seguro que todas os desafios que a vida oferece às pessoas, de uma maneira direta afeta no bem estar. E por conseguinte na sua felicidade.

O desafio pode lhe causar algum nível de desconforto. 

Logo, é necessário pontuar que o desafio pequeno lhe causa pouco transtorno, enquanto o desafio grande lhe causa um transtorno maior. Existe uma possibilidade do desafio pequeno se tornar grande. Mas é pouco provável que um desafio verdadeiramente grande se torne pequeno.

E a leitura da reflexão sobre o desafio pode ser a partir de elementos externos de onde o desafio se origina, porém poderá ser refletida também a partir do Ser em sua questão particular de enfrentar o desafio externo. O desafio também pode ser "intra", ou seja, um intradesafio que o Ser deve enfrentar.

 Em alguns casos o desafio pequeno nem mesmo é tratado como desafio. E as pessoas vivem, se aplicam a superar o desafio (simples e pequeno), porém o mesmo não é respeitado devidamente, pontuado e minimamente celebrado. Ou seja, a pessoa vence o desafio pequeno, não celebra o feito, não reflete a respeito do quanto aprendeu ou não ao tratar o desafio, e com isto, não atinge um estado de felicidade. A pessoa fica satisfeita em superar, mas não demarca com felicidade o seu feito.

Outros casos, os desafios são complexos, ao qual surge um elemento que é pior que não superar o desafio, que é a desistência precoce. Para estes casos, reserva-se um momento particular para refletir do contraponto entre desistência e felicidade. Assim, os desafios complexos merecem ser mapeados em sua dimensão emocional, temporal, físico-material e finalmente de urgência.

Desafios com grande impacto emocional devem ser acompanhados e celebrados, seja ao vencê-lo ou não. Pois o impacto emocional certamente permanece após a existência do desafio em si. Deseja-se que as emoções proporcionadas sejam lembradas quando trazem felicidade. E quando há tristeza, que esta seja lembrada e não produza impactos a posteriori. A felicidade deve ser celebrada ao vencer o desafio. A tristeza deve fazer parte do aprendizado. A tristeza não deve ser o resultado último, mesmo quando o desafio não foi superado.

O tempo de existência de um desafio, quando possível, deve ser percebido antes de iniciar seu tratamento. E se possível, após superar ou não o desafio, a quantidade de tempo despendida neste tratamento deve ser lembrada. Não é necessária uma precisão, mas "olhar para trás" e saber a quantidade de tempo para vencer o desafio é um aprendizado de altíssimo valor, que não somente por esta informação, mas pelos meios de superação do próprio desafio, o mesmo deve ser celebrado na alegria de lembrar.

Existem desafios que não serão enfrentados pois o alto valor a ser despendido está além das possibilidades. E com isto, o desafio deve ser tratado como questão "remediada", ou seja, não há o que fazer em relação ao desafio, pois o valor financeiro (material) para enfrentá-lo é questão insolúvel. Entretanto, são inúmeras as iniciativas das pessoas que não possuem recursos financeiros e mesmo assim se dispõem a enfrentar o desafio. Para estas pessoas, imbuídas de um sentimento de potência, de luta, de inconformismo e também de muita fé, seja no esforço material ou seja no sobrenatural, conseguir ou não vencer o desafio já é uma razão de tratar o caminho com a disposição da felicidade inabalável. Pois é esta composição de estratégia, energia transcendental e tranquilidade que mantém o pensamento em superar o desafio.

Triste é o Ser, dotado de fortuna material, que não tem esforço para superar os desafios e conhecer a felicidade .

Feliz é o Ser simples, com poucas posses, que orientado por uma causa tratada como desafio, vive as etapas que podem ou não construir a superação com disposição incansável, e que ao final, por menor ou maior que seja o desafio, torna-se mais feliz com o feito.

Um dia entenderemos a chance de ficarmos felizes até mesmo quando não vencemos os desafios.

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