11. A simplicidade de cumprimentar

 A felicidade em cumprimentar as pessoas tem um valor muito grande.

Ver e cumprimentar a pessoa vista é uma condição indispensável para a postura social de simplicidade. E isto tem perdido valor nos dias atuais, uma vez que as pessoas, fechadas em seus microcosmos de pseudo conforto digital e de consumo não mais se cumprimentam.

Uma realidade das grandes cidades são vizinhos de uma mesmo andar de um edifício não se cumprimentarem minimamente. Estas pessoas tratam com indiferença uma existência em lugares comuns, ao qual passam diariamente, se encontram e se veem, até mesmo dentro de elevadores, e não se cumprimentam.

A fuga social em olhar para telas de aparelhos de telefone, ditos como "smart", ou seja "espertos", tornou a sociedade atual triste em relação ao prazer de cumprimentar um ser humano assim como nós.

Houve um tempo, ao qual as pessoas se cumprimentavam abertamente, e que o pensamento fraterno era uma marca da vida em sociedade. Isto não significa que não existia individualismo, mas que a demonstração de respeito, mesmo entre aqueles que não queriam manter contato e preferiam viver isolados, traduzia uma medida necessária de preocupação com os outros.

O ser simples cumprimenta a todos. E se possível conversa um pouco, caso o tempo e a situação permita. O ser Simples também tem seus afazeres com prazos e cobranças, mas o capricho de cumprimentar como forma de sinalizar sua preocupação com a família humana, faz que a felicidade seja transmitida a todos.

O mundo atual é realmente hostil, mas o ser Simples busca transcender a brutalidade com o sorriso de cumprimentar, que dignifica a todos os cumprimentados pela sua existência que esteve próximo do ser Simples.

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